25 de Abril ou uma verdade inconveniente?
Solicitou-me o meu amigo Vítor que fizesse um texto alusivo ao 25 de Abril para publicar no PPLWARE. É um honroso convite sobretudo porque se destina a uma página intensamente visitada e, mais importante, muito participada.

Ora a participação activa e generalizada foi uma das características marcantes daquela revolução. Porque foi mesmo uma Revolução!
Quem sabe mais que eu destas coisas, compara uma revolução a um vulcão. A humanidade é uma das manifestações visíveis da Natureza e nela tudo tende para um equilíbrio. Quando os pratos da balança chegam a uma certa situação de desequilíbrio, dá-se a ruptura - surge o vulcão - que dá escape às energias acumuladas no sentido de um novo equilíbrio, necessariamente diferente do anterior. Assim tem sido o caminho da Humanidade.
As revoluções (não digo os golpes de estado) serão, assim, manifestações humanas da existência de um desequilíbrio insuportável que tem a ver com a degradação das condições de vida do Homem: sociais, materiais e espirituais.

As revoluções, como o 25 de Abril, rompem com o status (de forma mais ou menos violenta) e permitem novas oportunidades para um novo equilíbrio. As revoluções são, desta forma, naturais, inevitáveis e necessárias. A Humanidade, na sua enorme e genética ignorância, ainda não achou forma de manter um equilíbrio permanente.
O 25 de Abril, como qualquer revolução, foi um momento. Um momento em que se reúnem e vêm ao de cima as melhores facetas dessa Humanidade: o altruísmo, a generosidade, a coragem, a justiça, eu sei lá!… Depois, logo depois, começou o trabalho sujo das facetas menos recomendáveis dessa mesma Humanidade.
Mas a oportunidade fora dada.
Hoje, temos um mundo completamente novo (refiro-me ao mundo em que nos movemos, nós, os portugueses). Não sei se caminhamos ainda para um novo equilíbrio ou se para um desequilíbrio de nova ruptura. Pelos comentários que vejo, não me sinto muito satisfeito. Porém, são os mais jovens que eu que têm o dever de descobrir e de decidir o caminho que esta sociedade deve seguir, sabendo, no entanto, que um profundo desequilíbrio social conduz necessariamente a uma ruptura, mais ou menos violenta nessa sociedade, com todos os custos físicos, morais e materiais inerentes. Se para aí caminhamos já, ninguém, hoje pode dizer que não pensava, que não imaginava… Se isso acontece, as pessoas são néscias ou irresponsáveis e só vão ter o que merecem.
Infelizmente, há sempre muita gente que passa a vida a pensar apenas no seu umbigo…
O 25 de Abril tornou-se para nós, os que o viveram e sentiram, uma nostalgia, sim, uma nostalgia, mas, ao mesmo tempo, um farol de ética, de virtude, de humanismo. Será que essa ética, essa virtude e esse humanismo ainda representam hoje, alguma coisa?
A resposta indicar-nos-à a distância que nos separa de um novo vulcão, de uma nova revolução!
NOTA: Este artigo pessoal foi escrito pelo prof. José Machado para o Peopleware.
Arquivado na categoria: Generalidades, Opinião
58 comentários a “25 de Abril ou uma verdade inconveniente?”
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25 de Abril de 2008 às 8:22 am
Depois de ler o artigo tentando a todo o custo enquadrar o aqui descrito com a diferente realidade do que se passou na altura, só me vêm à cabeça a já celebre frase (embora, obviamente, não com o sentido com que foi originalmente proferida):
Ó Professor!… Onde é que você estava no 25 de Abril?…
25 de Abril de 2008 às 8:50 am
Alguém daqui esteve ontem na palestra dado ontem no anfiteatro nobre da Faculdade de Letras do Porto? Sobre a guerra colonial e sobre o 25 de abril?
25 de Abril de 2008 às 9:07 am
Onde é que está o 25 de Abril, onde, onde?
Quando vem? Esperemos que em muito breve!
Até quando 80% da população, pobre, esperará que os outros 20%, ricos, os continuem a roubar (uma verdade aplicável a todo o mundo)?
25 Abril, onde quando, o que foi isso, mudou o quê?
Infelizmente nada! Liberdade, poder falar? Quando, onde?
A justiça é só para alguns! Os patrões fazem o que querem! Os “velhos” ricos e fascistas estão todos implantandos outra vez.
A liberdade é uma ilusão. As pessoas pensam que são livres, que podem falar, que podem contestar. Pois, essa é a mistificação da democracia que o 25 de Abril nos trouxe.
Melhorou o nível de vida e o país modernizou-se, sim, mas de resto tá tudo igual. Os ricos conseguem tudo e os mais desfavorecidos nada. A classe letrada consegue algo sim, mas se não tiver capacidade financeira e não estiver ligada ao poder não vai longe.
Revolução? Só faltou foi pedir de joelhos ao Marcelo para não levantar ondas e entregar o poder.
Revolução……..
Bem hajam!
25 de Abril de 2008 às 9:27 am
Sou dos que pensa que a transição para a democracia podia ter sido feita de outro modo - mas se tivesse sido devidamente prepararada, por Marcelo Caetano, como fez Suarez em Espanha. Com um pormenor - Marcelo Caetano nunca foi um democrata, logo nunca poderia assegurar a transição para a democracia. Se tivesse escolhido Spínola para presidente em vez do Américo “Gágá” Tomás as coisas podiam ter sido diferentes.
Não foram, e os conflitos sociais e políticos intensificaram-se, especialmente entre os militares milicianos e mais alguns por causa da guerra. Daí o 25 de Abril, como explosão inevitável, com erros, alguns grandes e trágicos, mas que no fim instituíu a democracia.
Embora a situação actual nada tenha a ver com o 25 de Abril, ficam aqui as minhas perspectivas de voto para as próximas eleições:
- “Eng.º” José Sócrates
- “José Sócrates de Saias” Manuela Ferreira Leite
- “Apadrinhado por Alberto João Jardim” Santana Lopes.
Arre porra que é demais. Acho que vou emigrar pela 2.ª vez.
25 de Abril de 2008 às 9:49 am
De uma vez por todas, o 25 de Abrir de facto trouxe liberdade, mas também trouxe mais roubo por parte dos grandes.
A grande diferença é que antes do 25 de Abril só havia um gatuno e esse dava-se pelo nome de Salazar.
Facto pelo qual o País em termos de economia nem estava mal, estava até muito bem. Aliás foi a única altura em que o País esteve de facto bem governado. Não só em termos de economia, mas também de segurança.
Mais uma vez digo, o após 25 de Abril trouxe liberdade. Lá isso trouxe. Mas essa é apenas uma miragem para muitos de nós. Porque podiamos levar isto de liberdade muito para além da liberdade de imprensa. Quer dizer, foi para isto que quiseram liberdade? Ou é para todos ou não é para ninguém!
E com a liberdade dos bons, veio a liberdade dos maus.
O único problema de Salazar foi não ter permitido a liberdade dos bons, mas muito provavelmente por que já sabia que com o bom vem o mau.
E estas palavras saem da boca de muita gente idosa que passou por muito no tempo do Salazar. Não vêm pela boca de pessoas que nem sequer viveram nesse tempo ou então que passaram por lá de raspão e se julgam dignos de dar comentários.
Agora lá está, eu enquanto pessoa que não viveu nesse tempo não comento além do que essas pessoas idosas falam comigo. O que posso dizer é que o ideal seria a liberdade que nós temos hoje em dia, ainda que não seja assim tanta por aí além, com um governo duro como o de Salazar a governar para levantar a economia do País, o que significaria que apenas um estaria a mamar o dinheiro dos portugueses e não milhares deles.
25 de Abril de 2008 às 10:59 am
Boas!
Não vivi o 25 de Abril, nasci após 74, mas caramba esta revolução trouxe-nos LIBERDADE, posso escrever oque me “apetecer” aqui ninguem vai-me bater à porta.
Penso contundo que ainda estamos a digerir esta revolução, se estamos a passar momentos de azia penso que isto não tem a ver com os “príncipios” defendidos aquando da revolução, mas sim talvez com a imaturidade da nossa demogracia e com a nossa cultura social.
Existe necessidade de uma nova revolução ? talvez…. mas a do 25 de Abril tem todo o mérito pelo que defendeu, Viva ao 25 de Abril!
PS: sou apartidário e tb vivo à rasca para pagar a casa, mas há que separar as àguas.
25 de Abril de 2008 às 11:29 am
Porra não posso ficar calado quando vejo comentários destes :
1-> O 25 de Abril troce liberdade de expressão
2-> Acabou com a guerra/Massacre que estava a acontecer em África
3-> A nossa economia estava uma merda MERDA não tinamos nenhuma industrialização e o que ainda nos sustentava era a “escravatura” e exploração de África .
4->Trouxe direitos para a mulher ,pois nessa altura e mulher e tratada como objecto do marido.
……..
E podia continuar o dia todo;
Nem tudo e mar de rosas na democracia mas é MUITO MUITO MUITO MUITO MUITO MUITO MUITO MUITO MUITO MUITO Melhor que a ditadura.
” Cabe a cada um de nós criar uma democracia cada vez melhor “
25 de Abril de 2008 às 11:34 am
Apesar de prejudicado pela Revolução do 25 de Abril de 1974, visto que tive que de vir “depressa e em força” de Angola, acho-a o momento mais marcante da nossa história presente. Teve muita coisa boa, uma das quais foi o fim das Guerras Coloniais, que a julgar pelo inquérito aqui feito no PPLware, muitos dos seus leitores não teve a sua vida subordinada à mesma. E, trouxe, quer queiramos quer não, a oportunidade de estarmos aqui a expressarmos o que sentimos. Quanto às restantes consequências, cada vez ricos mais ricos e pobres mais pobres, quem nos garantiria que as coisas não ficariam como estão se não tivesse havido o 25 Abril? Ao menos podemos ir para “A Rua e Gritar” e lutar pelo que achamos serem os nossos direitos.
Nota: Não li o artigo de introdução. Não preciso. Sei o que passei antes e depois, e tenho a minha opinião sobre o 25 Abril que nada nem ninguém via conseguir alterar.
25 de Abril de 2008 às 11:35 am
Se nao fosse o 25 de Abril tinha e tenho a certeza abseluta que nao estavamos aqui a fazer estes comentarios,a liberdade é isto.
25 de Abril de 2008 às 11:37 am
O país estava bem de economia com o Salazar?! E porquê sabem?
Porque era muito fácil receber o dinheirinho, mas investi-lo está quieto!
Depois lá está: pessoas sem formadas, taxa (muito) elevada de analfabetismo e por aí fora… não havia investimento na educação, por exemplo…
Se for só para gerir o dinheiro que o estado recebe, eu também posso estar no governo.
25 de Abril de 2008 às 11:38 am
*pessoas sem formação
25 de Abril de 2008 às 11:43 am
Eu acho estupido! a quantidade de pessoas que aproveita este “feriado”, um dia tão importante para nós todos, para ir para os Centro comerciais, Praia, etc.
em 1º lugar! os portugueses poderiam ir visitar neste dia outra canto de portugal, ajudar Portugal a crescer é o que se quer.
Fazer deste dia, um dia ludico para todos nós, não só para as crianças, aprender valores, ética, deveres e direitos neste dia!
– já que nao os ensinam na escola.
Este dia, devia ser valorizado, e nao feito dele um feriado como os outros….
25 de Abril de 2008 às 12:06 pm
Para a maioria das pessoas ( na época até 74) a liberdade de expressão não seria assim tão importante o 25 Abril foi optimo para as classes com liccenciaturas começaram na Admn. Publica a receber fortunas, os Juizes que vivem em casa própria ( pelo que li no livro as faces da justiça de A. Marinho) recebem mais de subsidio de renda que um trabalhador de salário minimo, os militares de alta patente recebem fortunas, os deputados e funcionários da Justiça fortunas e pasme-se com toda a legalidade ainda andam á borla nos transportes públicos este é o 25 Abril os poderosos controlam o aparelho de Estado e as Autarquias governam e legislam para eles com chorudas reformas e regalias prémios, ajudas, automóveis , telemóveis, etc, os pequenos da admn. publica esses nem filhos podem ter porque os salários mal dão para comer um operário auxiliar nem o subsidio de renda do Juis recebe, um aministrativo recebe qualquer coisa menos que 600 Euros, termino a dizer uma estátua e um museu para salazar e já, era mais Honesto que estes bandidos que pilham actualmente o pais sob uma capa de Democracia e Liberdade e que vivem nos seus castelos de carros de luxo e piscinas e férias em condominios fechados, Portugal para os Portugueses e já, ai se eu tivesse um botãozito para estourar com estes chupistas!
25 de Abril de 2008 às 12:07 pm
O 25 de Abril foi um momento daqueles que só acontecem de 200 em 200 anos… Nunca a participação popular foi tão grande, tão grande o entusiasmo e tão grande a democracia. Está a desaparecer lentamente.
Lembro-me de uma frase que, estranhamente, foi proferida por Lisa Simpson na famosa série, mas que achei muito lúcida:
“O preço da democracia é a sua eterna vigilância”
Que é coisa que nos começa a faltar! Não é por acaso que as desiguladades são cada vez maiores, com lucros que duplicam para os bancos e o grande capital, e direitos que se vão para quem trabalha. Que tratados (autênticas constituições) são aprovados sem consulta do povo português. Que as reivindicações de quem trabalha sejam cada vez mais ignoradas. A democracia esvai-se por muito que nos custe (e custa-me) dizê-lo.
É preciso manter acesa esta luta que ainda continua. Um bom 25 de Abril!
25 de Abril de 2008 às 12:09 pm
É verdade que o 25 de Abril nos trouxe a liberdade de expressão que não tínhamos. Mas também nos tirou outro tipo de liberdade. Sim, porque liberade não é só dizer o que nos apetece.
Acho que o 25 de Abril foi realmente bom para os medíocres de espírito que se aproveitaram do poder no período logo após a revolução e que continuam nesse mesmo espírito até hoje.
Também foram perdidos muitos valores humanos: ética, lealdade, confiança no próximo.
Eu vivi antes do 25 de Abril e, o panorama não era assim tão mau como se quer fazer passar. Podia-se viajar para qualquer país, ao contrário das ditaduras actuais, podia-se ir fazer compras a Espanha sem limite de divisas para o exterior, ao contrário do que aconteceu após o 25 de Abril.
Também não nos podemos esquecer que Potugal estava numa posição económica boa. Após o 25 de Abril o país esteve perto da banca rota!
Não defendo as ditaduras, muito pelo contrário. Mas que a revolução foi muito mal feita, isso foi!
Os espanhois também tiveram uma ditadura e, vejam onde eles já estão…
25 de Abril de 2008 às 12:20 pm
http://seriasduvidas.blogspot.com
Tema: O nosso 25 de Abril.
25 de Abril de 2008 às 12:34 pm
É com uma grande tristeza que vejo o sonho e o sacrifico de alguns portugueses na luta por uma causa nobre, se tenha perdido e destorcido completamente no tempo em prol da ganancia, e da falta de educação com que se vive hoje, a que dão o nome de desenvolvimento, mas que não passa é de uma grande falta de massa cinzenta, e tudo porque é mais fácil andar armado ó pingarelho. Enquanto se passar por cima destas duas simples bases, mas Grandes pilares, viveremos sempre numa desigualdade cada vez maior, não só na riqueza como é mais que obvio, mas no facto da igualdade humana (direitos) etc, não passar de um leve aroma ou uma frase estranha.
Mais grave ainda que tudo isso é as pessoas acharem que é normal.
È pena que a tecnologia e os meios de hoje tenha moldado as pessoas, e se tenham perdido e transformado em zombies.
Onde dantes havia um mau caracter, agora há duzentos em circulo rotativo.
Dantes para eu ganhar (um) tinha de dar dez, agora para o mesmo (um) tenho de dar (cem) e ainda é um caso a ver, se tenho direito a ele ou não.
E claro estes pseudo governantes sabendo que a maior parte da população é burra,preguiçosa,de memoria curta,egoísta,oportunista,e tranquila, basta acenar com uma esferográfica ou bandeirinha e vai tudo a correr, não que precise dos artefactos, mas sim para poder pensar que faz parte do grupo de elite, que mais tarde o irá recompensar por isso. E não repara que é um apertar do cinto este ano para melhorar o próximo e assim sucessivamente, já lá vão 34 anos a apertar o cinto mas só para alguns.
Valha-me Deus.
Vou é emigrar e tentar esquecer esta grande tristeza, de como se encontra o pensamento a atitude e cegueira das gentes do meu país.
Viva o 25 de Abril na versão original claro.
25 de Abril de 2008 às 12:37 pm
porque ninguém fala de moçambique? engraçado que o 25 de abril não foi SÓ em portugal. reflitam.
25 de Abril de 2008 às 12:56 pm
“…em termos de economia nem estava mal…” Meus Deus, que ignorância. “confiança no próximo”. Qual próximo? o bufo da PIDE que podia estar ali ao lado?
Indescutivelmente, os ideais do 25 de Abril ainda estão por cumprir… (os três D’s. Lembram-se?, ou sabem sequer o que são? Bem me parecia…) Mas os ideais são assim mesmo, utópicos… É tão vulgar dizer-se que a memória dos homens é curta, mas é mesmo. Para os que ainda não eram nascidos antes de 1974, ou para os que têm a memória curta, aconselho-os a ver a excelente série “Conta-me como foi”, que passa nos Domingos na RTP1.
Podíamos estar melhor?… Sim, podíamos!… Mas estamos INCOMPARAVELMENTE MELHOR que antes de 1974.
25 de Abril de 2008 às 1:04 pm
Digam o que quizerem, mesmo não sendo português, 25 de abril permitiu essa página na web exatamente como se apresenta!
Liberdade!
Parabéns.
25 de Abril de 2008 às 1:49 pm
A César o que é de César, 1.º existe uma série de avanços tecnológicos e outros que são devidos ou avanço cientifico e tecnológico e não à; revolução, evidentemente que se não tivesse existido a revolução hoje teriamos igualmente liberdade de expressão, 2.º O principal motor da revolução corrijam-me se estiver errado, não foi a liberdade, foi sim mais dinheiro e regalias e reinvidicações a coisa por acaso correu bem podia ter corrido mal,3.º os militare a maioria foi de armas na mão porque lhe mandaram nem sabiam ou que iam e porque não há nada mais estupidoque um militar se lhes tivessem dito para matar criancinha até isso tinham feito porque com militares tudo se faz não importa o que seja ordenado des-de que o tipo que dá aordem tenha uns riscos no ombro tudo está legitimado, veja-se o caso da Alemanha com os Judeus , Sérvia Bósnia,Africa Sul , Estaline, Ad Infinitum, 4.º e ultimo a Democracia está igualmente legitimada pelo poder das armas e quem pensar diferente é preso, veja-se o caso do tipo de extrema-direita que foi preso pelas ideias, o estado pilha-nos e diz-nos tenho muita pena mas nada podes fazer senão calar-te porque nós somos o braço do poder as Finanças roubaram-se cobraram-me ao abrigo da lei por dinheiro que nunca tive e que provei nunca ter tido mas como eralei pilharam-me, é esta a Democraçia como não tinha dinheiro não me pude defender.
25 de Abril de 2008 às 1:57 pm
Democracia? onde anda? Igualdade? o que é isso? os políticos tem uma reforma de luxo aos 45 anos, e o desgraçado do Zé se tiver o azar de ter uma doença grave que o impeça de trabalhar antes dos 65 anos que reforma tem? Antes de 1974 não tinham direito a reforma, mas também não descontavam para ela! E agora? Anda o Zé a descontar dezenas de anos para que? Não havia o Serviço Nacional de Saúde, e agora há? Sim para alguns há. Não esta democracia não quero. Por tudo isto (e muito mais), o melhor serviço que posso fazer pela Democracia é: NÃO VOTAR
Resta dizer que em linhas gerais estou de acordo com o António Vilar
Viva a Democracia a sério
Vós que lá do vosso Império
Proclamais um Mundo Novo,
Calai-vos que pode o Povo
Querer uma Mundo Nova a Sério
António Aleixo
25 de Abril de 2008 às 2:04 pm
revolução
do Lat. revolutione
s. f.,
acto ou efeito de revolver ou de revolucionar-se;
sublevação;
insurreição política;
fig.,
insurreição que tende a modificar a política ou as instituições de um Estado;
1 - Como acima se pode veririfcar não há dúvida que o 25 de Abril foi uma revolução!
Mas terá sido a revolução que se pretendia (já aqui houve quem disse algo muito importante “Em espanha também houve ditadura e vejam onde eles estão”).
O debate está muito interessante mas às vezes cria-se alguma confusão, por vezes não se diz o que se quer, não nos fazemos entender ou, não nos entendem!
2 - Ninguém nega, pelo menos não o deverá fazer que, o 25 de Abril de 74 foi de suma importância para o país. Pôs fim à guerra do ultramar, abriu portas à democracia e ao mundo. Muitos países nem sequer tinham relações institucionais com portugal. A economia cresceu, portugal modernizou-se, as leis socias, a vários níveis melhoraram, portugal está hoje na União Europeia.
Isto é inegável.
3 - Mas há que separar os aspectos econónicos dos aspectos sociais. A relação interpessoal melhorou também. Hoje, sentimo-nos livres para dar a nossa opinião, para manifestar as nossas discordâncias sem que ninguém nos venha prender mas, será que de facto as coisas melhoraram assim tanto nesta campo?
Creio que é sobretudo nesta área que não houve grandes progressos, ou melhor existiram progressos e muitos retrocessos.
É claro, que isto nada tem a ver com o 25 de Abril, esta revolução na sua essência foi boa, teve o seu mérito e todos aqueles que sofreram para que hoje possamos estar aqui a manifestar as nossas opiniões são dignos da nossa homenagem.
O que acontece é que, em Portugal (e no mundo) as coias mudaram de tal maneira que nós não soubemos lidar com elas. Não era este o espírito da revolução. Não era este o caminho que os portugueses concerteza desejavam e ambicionavam.
A democracia embora seja o únicpo caminho que vislumbro trouxe também muitos malifícios e são esses que por vezes se confundem com o advento do 25 de Abril e do progress.
Mas, de facto, quando descemos ao Portugal real, ao portugal dos operários, dos pobres e dos desfavorecidos deste país e deste mundo, o 25 de Abril não existiu, aliás piorou.
Hoje pode-se falar mas, mesmo em espanha, já aqui se falou do progresso espanhol, escravizam-se pessoas. Os patrões contratam, despedem, não pagam ou pagam o que querem. Liberdade de expressão. Vais para a rua no mesmo dia e vai lá falar para ver o que te acontece? O governo impõe a sua maioria e criam-se as leis que favorecem os amigos e os boys. O pobre não pode construir uma casa no único terreno que o pai lhe deixou na Arrábida mas o rico pode desbravar metade da serra e construir um palácio. Não se pode destruir as dunas mas os hoteis dos grandes grupos ecómicos são construidos dentro da praia. Alteram-se traçados de estradas, expropriam-se os desgraçados que têm lá uma casa que levaram uma vida a construir para os terrenos ficarem livres para os poderosos constuirem lá ricos condomínios. Lançam-se obras públicas para favorecer e fazer crescer as grandes e poderosas empresas dos amigos. Aliás para onde mais tarde se vai trabalhar. O empregado de escritório é obrigado a fazer limpezas senão vais para a rua. Os estudandes, licenciados, vão trabalhar para o Macdonalds com contratos a prazo ou a recibo verde, claro. E o estado é o pior neste campo. O patrão não te paga e tu pedes-lhe o dnheiro. Ele coloca-te um processo porque lhe chamaste caloteiro e o desgraçado perde. A justiça é só de alguns e para alguns. Um filho da mãe dá-te um tiro num pé porque lhe fizeste um reparo sobre a ultrapassagem perigosa que ele te fez. Tu ficas com o tiro, ele é presente ao juiz e vem cá para fora gozar-te. Tu, cidadão exemplar, respeitador, cumpridor, apanhas o ladrão na tua casa a roubar-te, dás-lhe um tiro no pé ficas preso por excesso de legítima defesa.
Todos conhecemos maravilhosos exemplos e podíamos estar aqui 3 dias a citá-los.
E é neste apecto que a actual sociedade está muito, muito, muito pior (poderia aqui repetir os muitos como alguém já o fez acima) que não seriam suficientes.
Com a ditadura existiam muitas coisas más mas ao menos eramos só desrepeitados pelo estado. Agora somos, desrepeitados e insultados por todos e qulaquer um. Há um sentimento de desrespeito e impunidade impares.
Creio bem que é neste sentido que as pessoas muitas vezes falam, quando comparam o antes com o pós 25 de Abril. É claro que não podemos tomar uma parte pelo todo mas, infelizmente este não é o portugal que eu queria. E, não é certamente o Portugal que o meu avó (comunista que viveu na clandestinidade) queria para o seu Portugal.
Eu sou apartidário e os comunistas de hoje também já não são os de ontem. Hoje, existem mais comodistas (em todos os partidos) do que outra coisa e infelizmente o país não avança.
Bem hajam!
25 de Abril de 2008 às 2:18 pm
Viva Miguel Guerra
Reparei no que disse em relação à saíde de divisas para o exterior. Só para esclarecer (caso seja necessário) que Isso deveu-se porque de facto não é num dia que as coisas mudam totalmente, e grandes grupos económicos, especialmente a banca, não tinham grande interesse numa revolução do povo. No pós-25 de Abril, deram-se grandes saídas de capital para o exterior numa tentativa de deitar abaixo a revolução, criando uma crise artificial. Foi essa a razão da nacionalização da banca (que há dias comemorou o seu aniversário também) e do limite temporário de saída de divisas para o exterior: impedir a saída de capitais ilegais. Neste momento, esse limite já não se justifica.
É curioso que este método também foi utilizado no Chile, logo após a eleição de Salvador Allende, primeiro presidente marxista da América Latina. Nesse então, os grandes produtores chegaram a alegar falta de produção enquanto mantinham os armazéns cheios de produtos prontos a entrar no mercado (ou destruíndo-os), criando assim uma crise no abastecimento desse país, e criando mal-estar social. Só mais tarde se deu o golpe de Pinochet.
Em relação à boa posição económica, só se for para os mais ricos. No período pré-revolução éramos pobríssimos, uma país praticamente rural e muito mais desigual do que no nos anos 70, 80 e 90. O custo da guerra era tão grande que nem era publicado, e com uma Guerra Colonial seguramente estaríamos mais perto da bancarrota que sem ela.
Bom 25 de Abril
Miguel Jeri
25 de Abril de 2008 às 2:36 pm
Caro Vítor:
Se estiver dentro dos “cânones”, pode publicar este meu comentário:
Com todo o respeito e consideração por todas/os que se dispuseram a emitir a sua opinão sobre este tema, perdoem-me que sublinhe o seguinte:
1º Às vezes dá-me a sensação de que os que nos governam, em qualquer área que se queira, foram escolhidos por estrangeiros ou por marcianos…
2º É bem mais difícil viver em democracia do que em qualquer outro sistema político conhecido se se for esclarecido e…se se tiver espinha!
3º A democracia é um sistema político em que não cabe o “sebastianismo”, coisa em que, infelizmente, continuamos a ser os maiores…
4º Participar (incómodo), ouvir o outro (chatice), dar razão ao outro (impossível), reconhecer o nosso erro (nem pensar), assumir a responsabilidade, o risco(como!?), ser solidário (o que é isso?), etc, etc, com isto se constrói uma democracia.
5º Criticar é inútil. Esclarecer-se, fazer por saber mais, participar sugerindo alternativas, é incómodo mas a única forma de melhorarmos o sistema, antes que …
6º Uma revolução abre portas, dá oportunidades, não constrói sistemas.
7º Saibamos aproveitar “as portas que Abril abriu”.
25 de Abril de 2008 às 2:48 pm
A “democracia”:
Fernando Nogueira:
Antes -Ministro da Presidência, Justiça e Defesa
Agora - Presidente do BCP Angola
José de Oliveira e Costa:
Antes -Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
Agora -Presidente do Banco Português de Negócios (BPN)
Rui Machete:
Antes - Ministro dos Assuntos Sociais
Agora - Presidente do Conselho Superior do BPN; Presidente do Conselho
Executivo da FLAD
Armando Vara:
Antes - Ministro adjunto do Primeiro Ministro
Agora - Vice-Presidente do BCP
Paulo Teixeira Pinto:
Antes - Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Agora - Presidente do BCP (Ex. - Depois de 3 anos de ‘trabalho’, Saiu com
10 milhões de indemnização !!! e mais 35.000€ x 15 meses por ano até
morrer…)
António Vitorino:
Antes -Ministro da Presidência e da Defesa
Agora -Vice-Presidente da PT Internacional; Presidente da Assembleia Geral
do Santander Totta - (e ainda umas ‘patacas’ como comentador RTP)
Celeste Cardona:
Antes - Ministra da Justiça
Agora - Vogal do CA da CGD
José Silveira Godinho:
Antes - Secretário de Estado das Finanças
Agora - Administrador do BES
João de Deus Pinheiro:
Antes - Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros
Agora - Vogal do CA do Banco Privado Português.
Elias da Costa:
Antes - Secretário de Estado da Construção e Habitação -
Agora - Vogal do CA do BES
Ferreira do Amaral:
Antes - Ministro das Obras Públicas (que entregou todas as pontes a jusante
de Vila Franca de Xira à Lusoponte)
Agora - Presidente da Lusoponte, com quem se tem de renegociar o contrato.
etc etc etc…
O que é isto ? Democracia?????
25 de Abril de 2008 às 3:07 pm
eu acho que foi uma revolução gay
25 de Abril de 2008 às 3:16 pm
Bruno
Esses comentários sao dispensáveis sabes lá os problemas que o 25 de Abril trouxe os soldados deram o corpo pela nossa liberdade”democracia” lol e tu tas pra ai a falar merda? desceulpem o termo mas é a verdade que ele merece ouvir se não da valor ao 25 de abril ele devia ver como era portugal com o salazar…. cresce e aparece miudo…
25 de Abril de 2008 às 3:26 pm
@Miguel Guerra
“Os espanhois também tiveram uma ditadura e, vejam onde eles já estão…”
E onde já estavam eles no tempo da ditadura? Apesar de serem ambos ditadores, Franco e Salazar tinham uma versão muito diferente das coisas.
Salazar, com a mania do “Orgulhosamente sós” nem o plano Marshall aceitou.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Plano_Marshall
25 de Abril de 2008 às 3:29 pm
Já agora vejam o que Cavaco Silva sobre a ignorância dos jovens sobre o 25 Abril
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=342119&visual=26
25 de Abril de 2008 às 5:01 pm
O 25 de Abril pode ter trazido liberdade às pessoas, mas este país cada vez está-se a afundar mais e mais. E a culpa é dos Governantes com certeza. Os Ricos estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.
É uma tristeza com certeza.
25 de Abril de 2008 às 7:11 pm
Não sei como era a vida antes do 25 de Abril, só nasci meia dúzia de anos depois. Mas sei que agora temos uma arma muito importante para mostrarmos a nossa indignação perante as políticas actuais e ninguém a utiliza… Preferem ir passear para a praia ou para um qualquer centro comercial, ou então simplesmente ficar em casa de papo para o ar depois de aviar uma “mini”… Essa arma de que vos falo é o VOTO. Imaginem que, se em vez de termos nas próximas eleições 45% de abstenção (como já é costume) tivessemos 45% de votos em BRANCO…. Imaginem só….
25 de Abril de 2008 às 7:28 pm
O 25 de Abril foi uma ferramenta posta nas mãos deste povo que não quis ou não
soube dar-lhe o devido uso.
por isso estamos como estamos
abram os olhos
(ferramenta leia-se voto)
SL
25 de Abril de 2008 às 10:20 pm
o analfabetismo é um problema muito importante na medida em que a partir deste a comunidade política aproveita-se da reduzida capacidade crítica por parte da grande maioria do povo, vendendo assim as suas promessas que nao passam de ideias que nao chegam a serem concretizadas…
Isto precisa mudar caso contrário a mentalidade deste povo português nao evolui!!!
25 de Abril de 2008 às 10:50 pm
@ André
Antes tinhamos uma grande taxa de analfabestismo, é verdade. Mas as pessoas ao menos sabiam desenrascar-se, sabiam mexer as mãos porque eram obrigadas a trabalhar, hoje é só licenciados é verdade, mas só na teoria, na prática não fazem nada.
25 de Abril de 2008 às 11:21 pm
“Ora a participação activa e generalizada foi uma das características marcantes daquela revolução”
Não poderia ser mais falso. A “participação activa e generalizada” significa quantas pessoas? 1 milhão, dois? Acaso sabe quantos milhões de PORTUGUESES existiam em PORTUGAL nesta altura?
Deixe-se de tretas. Após o 25 de Abril, em teoria o dia da LIberdade fui perseguido, roubado e atentaram contra a minha vida. Eu e muitos milhões de portugueses que não participaram no 25 de Abril nem sabiam que este estava a acontecer.
O Prof. José Machado parece ter idade para ir a um qualquer arquivo e saber o que se passou com todos os PORTUGUESES que não viviam à beira Tejo. Eduque-se que já é tempo.
25 de Abril de 2008 às 11:31 pm
“É melhor acender uma uma vela, do que amaldiçoar a escuridão.”- Confúcio
Infelizmente a vela não foi acesa…
25 de Abril de 2008 às 11:56 pm
…isto foi a única coisa o q trouxe o 25 de Abril!!!!
Isto o q^?….liberdade de expressão!
Cada um tem a sua ideia, cada um acha o q achar e mais importante…cada fala!!!
Ainda hj oiço a minha mãe a dizer…”no meu tempo era uma sardinha para 4….”…e eu digo …”hj quero comer uma sardinha e n consigo!”
Haja Sol e o povo está contente!
26 de Abril de 2008 às 12:38 am
A arma do povo é o voto… o povo vota logo fica desarmado!!!
26 de Abril de 2008 às 12:47 am
hehe, é verdade, e a arma não deveria ser apenas o voto. Isso seria admitir que a democracia se esgota no voto o que, pelo menos para mim, é claramente insuficiente.
E não digam que o que trouxe Abril foi apenas liberdade de expressão… foi muito mais que isso! Foi democracia social, foi educação pública, gratuita, foi saúde pública e gratuita, foi cultura acessível, foi desporto acessível, foram mais direitos para quem menos tem e pode. Foi o fim de uma guerra, o fim de um obscurantismo que gastava milhares na guerra enquanto deixava um país pobríssimo e pouco industrializado. Tudo coisas que, sem excepção, têm vindo a ser destruídas paulatinamente até à data, reconheço.
Chamo a atenção para o comentário de Miguel Guerra, nº 26, que é ao mesmo tempo interessante e preocupante e que foi um tema que já teve discussão na Assembleia da República.
26 de Abril de 2008 às 1:39 am
O que é certo é que antes do 25 de Abril não havia tanta ciganada e estrangeiros (pretos e dos países de leste) como há agora no nosso país; e as forças policiais tinham muito mais poder (ás vezes de mais é verdade) que levava a existir muito menos criminalidade do que existe agora. Estas foram pra mim as maiores desvantagens o 25 de Abril.
Ainda assim: Viva ao 25 de Abril!Viva a Liberdade!
26 de Abril de 2008 às 2:47 am
volto a dizer que isso do 25 de Abril não passou de uma revolução à gay… com flores??? é preciso assistir para acreditar!
26 de Abril de 2008 às 2:52 am
25 de abril a liberdade conquistada pelos militares para as pessoas… a eles o grande agradecimento…
26 de Abril de 2008 às 4:27 am
que tristeza… sinceramente, custa-me a acreditar que apesar da tal falada liberdade ninguem ainda se deu ao trabalho de LER… nao a propaganda portuguesa, tou a falar do que todo o mundo escreveu de portugal… escutar… não os que nada sofreram antes e depois do 25 de abril, mas aqueles que passaram por tudo.. afinal esse foi o real ganho do 25 de abril, a liberdade
ainda mais triste é ver pessoas a acreditar mais em estorias (portugues verdadeiro e correcto que já só se encontra em dicionários) de ficção como a tal serie da rtp (ainda que baseada em acontecimentos reais, é uma estoria escrita pelos vencedores que a contam como querem) do que as historias que as pessoas contam (notem a diferença na escrita da palavra), já são poucas as pessoas que conheceram o regime na sua totalidade e que já eram adultas quando o regime começou.
falam-me de torturas… infelizmente conheço mais gente que foi torturada durante o pos-25 de Abril do que antes desse dia… e olhem bem que o meu avô esteve preso por ser partidário do PCP e sou da região do vale do Tejo. não digo que não tenham existido no estado-novo, digo que mesmo depois da revolução a tortura continuava a existir e nao foi o 25-Abril que mudou isso
falam de iliteracia… já viajei em Portugal de norte a sul, e em todas as terras por mais pequenas que fossem aí estava uma escola feita por Salazar, cheguei ao ponto de ver uma escola com pouco mais de 10 casa à volta. Podem dizer que não chegou, mas se formos a ver o antes de salazar e o depois de salazar, a iliteracia baixou bastante mais durante o tempo dele, do que de 25 de Abril para cá já para não falar de outros aspectos politico-sociais.
um antigo membro partidário do pcp (ate 78) disse-me que sentia tristeza de que o 25 de abril não lhe deu o que planeava, e que no lugar de sonhos vieram outras censuras para substituir aquelas que tinha criticado… a censura não desapareceu, ela ainda aí está (vão ver a quantidade de pessoas que me vão criticar por expor as minhas ideias Livremente), procurem por FP-25 e dificilmente encontraram sendo agora a unica referencia uma revista da Times que só conseguem aceder através do historico da Times. Mais recentemente foram silenciadas as opiniões no caso da licenciatura do nosso actual PM
a falar em Times:
“If Portuguese had felt boastful instead of wistful, there was material for self-congratulation about their Government and their way of life. Britain, their old ally, banker and protector, now owed them £80,000.000. Spain, their old rival, was in the United Nations’ doghouse, while Salazar, in spite of his anti-democratic sympathies, had pursued throughout World War II a serpentine policy whose final tack was enough in the Allies’ direction to earn their tolerance, if not their approval. The Portuguese national budget, thanks to Salazar, was always balanced these days. (It had shown a deficit in 68 of the 70 years before 1928.) Portugal’s exports were much higher than before the war; her merchant marine was about to double its tonnage and her fishing fleet was expanding. Portugal’s shop windows were full of luxury goods unobtainable in most of Europe. Her currency unit, the escudo, was steady at four U.S. cents. ”
in Times, 22 de Julho 1946
penso que ninguém neste mundo pode por em duvida um artigo da Times… e este artigo fala precisamente o contrario do que passa hoje.
Apesar de tudo isto, ninguém é santo… e o regime teve os seus defeitos, e isso é a única coisa que toda a gente gosta de ler e falar como é o bom costume português. É verdade que existia pobreza, fome e PIDE (hoje temos ASAE cuja definição é quase igual à primeira definição da PIDE).
Como já foi dito, “Aproveitem as portas que Abril abriu”, aproveitem a liberdade, aproveitem para ler, para ouvir e sobre tudo para pensar (algo que hoje em dia não é muito popular), de certeza que não vão descobrir que tudo era mentira, mas talvez encontrem motivos suficientes para questionar se o “Satanás” não era na realidade um demónio um pouco mais pequeno que isso.
Abril deve agora abrir as portas para a verdade…
26 de Abril de 2008 às 9:10 am
Pois fica, mas só porque votam sempre nos mesmos partidos e depois vêm para a rua queixarem-se dos políticos que eles elegeram. E ainda pior são os que não votam e depois justificam a sua acção com um “não vale a pena ir votar, é sempre a mesma coisa…”
26 de Abril de 2008 às 4:45 pm
Mas porque razão o voto num pais livre é uma arma ?
Espero que esta maneira de pensar seja erradicada das mentes dos mais novos
e que o futuro deles seja melhor do que foi até aqui.
Não perdi a esperança.
SL
26 de Abril de 2008 às 10:06 pm
Acho que este 25 de Abril já passou de prazo.
É tempo de correr com estes parvos e estúpidos que nos governam e que nos sugam todas as nossas economias, em troco de nada. Não temos saude, não temos educação, não temos segurança, não temos estradas, e isto em troca de uma suposta liberdade !?!? Esta liberdade está paga, e mais que paga com juros.
Acho que é a altura do povo Português se juntar em torno de um bem comum, e fazer um novo “25 de Abril” e dizer a estes energúmeno de supostos políticos um grande “jamais”
26 de Abril de 2008 às 10:27 pm
@ Katanagashi
Ainda bem que existe a ASAE, não é de todo tão bom como a PIDE mas vai desenrascando nalguma coisa.
27 de Abril de 2008 às 8:57 pm
Boas!
Jovem que sou, não vivi o 25 de Abril de ‘74. Também não tenho a certeza se o que aprendi na escola sobre este mitico dia será inteiramente verdade.
Nesta democracia em que vivemos, a minha arma é o voto. Mas desde que sou eleitor que uso a minha arma na tentativa de mostrar que algo está mal, e no entanto, nada mudou! Continuo a trabalhar para que alguem possa não trabalhar…
Tenho a certeza que vivo no limite das possibilidades, e ainda assim não tenho a certeza se este será um bom país para fazer a minha vida!
Cada vez trabalhamos mais, por menos. Vivo inseguro, pois nunca sei quando serei abordado num daqueles fantásticos car-jacking, ou quando chegarei á garagem e o meu carro ter sido levado numa “limpeza” ao prédio…e isto para não entrar nos campos da política: seria um texto demasiado longo…
25 de Abril : o povo ficou contente, pois revoltou-se.
Mas será que as coisas mudaram assim tanto?
27 de Abril de 2008 às 11:46 pm
O 25 de abril… foi no conceito uma coisa boa . A revulocao foi feita para criarmos um pais melhor.. O 1 passo foi dado com a revulocao, cabia aos politicos criarem um pais( e as ex-colonias), uma vida melhor as populacoes e desenvolver mais o pais.
-Mas muitos dakeles que andaram a por os pes na bandeira em Paris foram recebidos como herois..
-o pos 25 de abril (no chamado verao quente) tropas lusas a lutar contra tropas lusas..
- a democracia contruida até hoje sera melhor?
Ha necessidade que as coisas se modifiquem pois como esta, não da muita esperança..
28 de Abril de 2008 às 12:42 am
Ahahah, nós os portugueses, nunca estamos contentes, e nunca estaremos, mas também nao fazemos nada para melhorar! O tipico tuga, abre a boca e nao faz nada, é a politica do salve-se quem poder, porque metade de voces que vêm para aki mandar bocas, se tivessem oportunidade, faziam o mesmo. Somos uns irresponsáveis, preguiçosos, hipócritas.
Este país nunca vai mudar, só se ficar tudo muito mal, e como ainda está bem para alguns…Assim vai continuar. Falar é fácil, o acto em si, é o ver se te vias!
28 de Abril de 2008 às 8:31 am
Temos liberdade de expressão, mas temos uma economia podre e corrupta, leis criadas para os ricos e poderosos. Tou muito contente com a revolução. Os revolucionários eram um gajos porreiros, mas a avó deles é que nunca devia ter nascido…
28 de Abril de 2008 às 8:34 am
Pois e os cabrõezinhos cobardões que andaram a pizar a bandeira fora daqui foram recebidos como heróis. Só mesmo neste país…
28 de Abril de 2008 às 3:05 pm
Sinceramente, mesmo que o preço da liberdade fosse o afundar económico do país que alguns até parece acreditar que aconteceu, eu acharia que ainda teria sido uma pechincha.
LIBERDADE!
28 de Abril de 2008 às 8:07 pm
A DEMOCRACIA não se esgota no voto.O que é feito da participação na vida do país? Porque não começamos com aquilo que está perto de nós “os grandes incêndios começam quási sempre com uma pequena faúlha”sejamos activos e participativos p.ex assembleias municipais e juntas de freguesia, reuniões de condomínios, reuniões de pais nas escolas, não deixemos que sejam os OUTROS
a tratar dos nossos assuntos , e talvez assim não digamos tão mal dos outros, a responsabilidade será nossa.
É necessário não só um 25 de Abril na politica, mas também uma revolução nas mentalidades, e isso não nos pode ser dado por NINGUÉM, só começando por nós próprios
29 de Abril de 2008 às 3:41 pm
…25 de abril, de certo nos troce independência, só nos falta agora é um acontecimento que nos traga a justiça…
(vós de uma nova geração ansiosa de trazer uma nova revolução)
7 de Maio de 2008 às 12:30 am
25 de Abril??? o que ganhamos e o que perdemos?, será que ganhamos mais do que perdemos?, ou será que ficamos na mesma de outra forma?, ou será que apenas tiramos o poder a uns, para dar a outros?, deixamos de estar calados para passarmos a poder falar, mas…quem nos ouve?, perdemos segurança nas ruas, mas ganhamos a capacidade de poder matar mais livremente, deixamos de estudar ate a quarta classe como escolaridade obrigatoria, e ganhamos um decimo segundo ano apenas para nos guardarem, porque para aprendermos temos que ter dinheiro, será que ganhamos no campo da saude?, se calhar quem tem dinheiro ate ganhou os outros….bem os outros que vão sobrevivendo como podem, o que é que ganhamos?, ganhamos uma nova classe Politica que promete promete promete e…. rouba-nos cada vez mais, perdemos o fascismo, mas….que raio de nome é que vamos dar agora ao que se esta a passar?, se não é fascismo, será o quê?e não estara a ser igual ou a caminhar para pior do que o fascismo?, não estaremos a completar o ciclo da era do 25 de Abril? sim porque a desilusão vai ganhando força, só os ceguinhos é que não querem ver e os que teem olho em terra de cegos pensam que jamais os ceguinhos irão ver, mas…tomem cuidado, quando menos esperarem vão provar do veneno que nos teem vendido, por isso digo está na hora de pensarmos no…dia seguinte ao 25 de Abril e construir a sociedade que nos prometeram, já passaram 34 anos a brincar e a gozar com o povo, lembram-se aquele que apregoam que é quem mais ordena, está na hora de correr com todo o lixo que nos tem governado desde o famoso 25 de Abril de 1974 e abrir as portas ao futuro.
26 de Setembro de 2008 às 12:08 pm
Cada vez mais me convenço que o povinho é completamente parvo de todo.
Aprendam a ler e não falem de cor.