Microsoft e Cabo Verde assinam acordo estratégico
A multinacional norte-americana de informática Microsoft estabeleceu sábado na Praia uma parceria com o Governo de Cabo Verde para a criação no arquipélago dum centro de inovação para a governação electrónica.

O centro, destinado a melhorar as capacidades de pesquisa e desenvolvimento das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação (NTIC), foi assinado pela ministra da Presidência do Conselho de Ministros e da Reforma do Estado de Cabo Verde, Cristina Fontes, e pelo presidente da Microsoft África, Cheick Diarra.
Nos termos do acordo, a empresa fundada por Bill Gates vai apoiar Cabo Verde na formação de quadros, na capacitação de escolas, no acesso e utilização das NTIC e na sua vulgarização no seio das comunidades.
O apoio ao sector privado e à educação, com programas de acesso à tecnologia com preço aceitável, de modo fomentar a literacia digital, é outro dos pontos contemplados no acordo, de três anos, renováveis se as partes assim o desejarem.
O acordo visa também estabelecer um quadro amplo de cooperação nas áreas de governação electrónica, educação, desenvolvimento das indústrias de tecnologia de informação e comunicação, bem como a transferência de tecnologias.
Na educação, a parceria prevê a criação de uma rede escolar com infra- estruturas e conteúdos para o ensino à distância. O acordo estabelece que a Microsoft apenas cobrará a Cabo Verde os «custos mínimos» relacionados com a licença de utilização dos seus produtos.
Em contrapartida, a empresa espera poder utilizar os resultados do modelo da cooperação com Cabo Verde no âmbito da sua estratégia de conquista do mercado africano.
Durante a sua estada na Cidade da Praia, Cheick Diarra foi recebido pelas principais personalidades políticas cabo-verdianas, como o presidente Pedro Pires e o primeiro-ministro José Maria Neves.
Fonte: Diário Digital
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7 comentários a “Microsoft e Cabo Verde assinam acordo estratégico”
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8 de Janeiro de 2008 às 1:39 pm
Boa notícia para o continente Africano, assim ganham conhecimento e o conhecimento adquire-se fazendo.
8 de Janeiro de 2008 às 1:50 pm
As intenções da Microsoft não são tão nobres quanto se possa pensar. Ainda que do ponto de vista cabo-verdiano esta “parceria” seja interessante, trata-se do nascimento de mais um tentáculo no já imenso polvo monopolista que é a MS.
O engodo neste caso é o baixo custo que toda esta panóplia de facilidades terá para Cabo Verde. Como será no futuro quando a infraestrutura de TI do estado cabo-verdiano for 100% dependente de um só fornecedor? Será que os preços se irão manter?
Não seria mais recompensador para Cabo Verde criar competências nacionais no domínio das TI, sustentadas nas diversas ofertas livres existentes, e montar a sua própria infraestrutura?
8 de Janeiro de 2008 às 2:27 pm
OFF-Topic
Ó meus amigos já vamos a dia 8 no novo anos e ainda nem sinal duma flame-war(zita) sobre os habituais Vista/Xp/linux/IE/Firefox?!… >:>
Perderam o balanço por causa das festas de Natal e Ano Novo ou quê?
Fiquem lá, então, com uma ajudinha em material de suporte pra uns postzinhos giros, daqueles que dão sempre “barulho”…
http://www.informationweek.com/news/showArticle.jhtml?articleID=205210375
“Majority Of New PCs Ship Without Windows Vista, Gates (Unintentionally) Reveals”
“Windows XP captured about 67% of the new PC market during its first year; Vista captured just 39%.”
http://blogs.pcworld.com/techlog/archives/006130.html
“IE7 has steadily grown in usage over the year, going from around 24 percent usage to 37 percent today. But despite some predictions that it would strike a mighty Microsoftian blow against Firefox, it hasn’t. Firefox started the year with 25 percent usage and ended it with 36 percent; it’s still growing, and as IE6 users have moved on, they’ve apparently been nearly as likely to jump to Firefox as they have to opt for Microsoft’s latest browser.”
Bom ano a todos
8 de Janeiro de 2008 às 3:35 pm
Um pedido de esclarecimento:
Que vantagens o acordo traz, comparado com a possibilidade de Cabo Verde optar pelos “open source”?
8 de Janeiro de 2008 às 5:20 pm
Afonso: Na prática nenhuma. Mas traz a desvantagem de não permitir aos Microsoft-haters mandar postas de pescada.
8 de Janeiro de 2008 às 6:05 pm
Hove um post do pplware há pouco tempo: “Microsoft dá formação a 45 milhões de africanos” até 2010. Nessa altura falou-se numa prioridade para Moçambique, Angola e Cabo-Verde.
Lendo o resumo do acordo que está no post, parece uma iniciativa muito positiva, do tipo “Não damos o peixe, ensinamos a pescar e vendemos as canas de pesca a um preço razoável”. Por acaso é o único tipo de cooperação em que acredito.
P.S 1. Também acredito na cooperação desinteressada, das congregações religiosas e de voluntários, mas o efeito é limitado.
P.S. 2. Depois de se saber pescar, facilmente se utilizam as canas de pesca gratuitas (Não saiu muito bem, mas o que queria dizer é quem sabe informática pode passar do Windows/Office para Linux/Open Source. Não sabendo é que é difícil).
9 de Janeiro de 2008 às 11:26 am
Obrigado a todos pelos esclarecimentos.
Já agora, um obrigado ao Blog pelo trabalho que vem desenvolvendo (há algum tempo que sou um “consumidor” assíduo).